Cânticos 8

Meditação sobre o Livro dos Cânticos 8 ou Cantares 8

Ah! quem me dera que foras como meu irmão, que mamou aos seios de minha mãe! Quando te encontrasse lá fora, beijar-te-ia, e não me desprezariam!
Levar-te-ia e te introduziria na casa de minha mãe, e tu me ensinarias; eu te daria a beber do vinho aromático e do mosto das minhas romãs.
A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua direita me abrace.
Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.
Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu amado?
Debaixo da macieira te despertei, ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz.
Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas.
As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam.
Temos uma irmã pequena, que ainda não tem seios; que faremos a esta nossa irmã, no dia em que dela se falar?
Se ela for um muro, edificaremos sobre ela um palácio de prata; e, se ela for uma porta, cercá-la-emos com tábuas de cedro.
Eu sou um muro, e os meus seios são como as suas torres; então eu era aos seus olhos como aquela que acha paz.
Teve Salomão uma vinha em Baal-Hamom; entregou-a a uns guardas; e cada um lhe trazia pelo seu fruto mil peças de prata.
A minha vinha, que me pertence, está diante de mim; as mil peças de prata são para ti, ó Salomão, e duzentas para os que guardam o seu fruto.
Ó tu, que habitas nos jardins, os companheiros estão atentos para ouvir a tua voz; faze-me, pois, também ouvi-la.
Vem depressa, amado meu, e faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos veados sobre os montes dos aromas.
Cânticos 8:1-14

Reflexão

Este último capítulo começa com a continuação da fala da esposa iniciada no verso 9, a, do capítulo 7 e termina também com a fala da esposa no verso 14 com o convite derradeiro para que venha depressa o seu amado e a faça como o gamo ou o filho do veado sobre os montes dos aromas.

Quando ela diz aqui que ele, seu amado, fosse como seu irmão, a palavra chave aqui é “como” e não “irmão”. O seu desejo manifesto com o qual compara seu amado a seu irmão é a liberdade que poderia ter em público com ele de o beijar e de o envolver e introduzi-lo na casa de sua mãe.

Ela está se oferecendo a ele em amor e o desejando e sonhando acordada dando asas à sua imaginação. Seus pensamentos continuam e já agora ele a está envolvendo num abraço hipinótico com os corpos juntos, mesclados, sentindo um ao outro o calor de cada qual.

A mão esquerda dele segura por baixo a sua cabeça, ambos estão deitados e o outro seu braço, a direita, a envolve totalmente. Ela suspira “Ah!” e diz “quem me dera” e faz a sua comparação. Já no verso 4 o coro aponta para uma consumação que ainda vai ocorrer e que está muito próxima. O amor não deve ser despertado nem acordado até que queira.

O amor tem de ser espontâneo, natural, a coisa tem de fluir, de acontecer. O clima deverá surgir e a química e a física se encarregarão de preparar ambos os corpos para que ao simples toque ou simples olhar transformações surjam nele e nela até que se juntem e se completem.

Quem força o amor para que aconteça de qualquer jeito não está amando nem respeitando seu parceiro, antes o violentando para nele se satisfazer de qualquer forma. Aprenda a despertar o amor em seu cônjuge. Conquiste-o. Flerte com ele. Excite-o. Faça pequenos investimentos durante o dia para que na noite possas ter muito que sacar. O troco do amor, sempre será o amor!

Fonte: http://www.jamaisdesista.com.br/

Belíssima canção católica inspirada na livro bíblico de Cântico dos Cânticos ou Cantares. É um verdadeiro HINO AO AMOR Ágape.

Título Original: “Ma toute Belle” da banda Gen Rosso

Composição: Nino Mancuso

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