Cânticos 6

Meditação sobre o Livro dos Cânticos 6 ou Cantares 6

Para onde foi o teu amado, ó mais formosa entre as mulheres? Para onde se retirou o teu amado, para que o busquemos contigo?
O meu amado desceu ao seu jardim, aos canteiros de bálsamo, para apascentar nos jardins e para colher os lírios.
Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu;ele apascenta entre os lírios.
Formosa és, meu amor, como Tirza, aprazível como Jerusalém, terrível como um exército com bandeiras.
Desvia de mim os teus olhos, porque eles me dominam. O teu cabelo é como o rebanho das cabras que aparecem em Gileade.
Os teus dentes são como o rebanho de ovelhas que sobem do lavadouro, e das quais todas produzem gêmeos, e não há estéril entre elas.
Como um pedaço de romã, assim são as tuas faces entre os teus cabelos.
Sessenta são as rainhas, e oitenta as concubinas, e as virgens sem número.
Porém uma é a minha pomba, a minha imaculada, a única de sua mãe, e a mais querida daquela que a deu à luz; viram-na as filhas e chamaram-na bem-aventurada, as rainhas e as concubinas louvaram-na.
Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército com bandeiras?
Desci ao jardim das nogueiras, para ver os frutos do vale, a ver se floresciam as vides e brotavam as romãzeiras.
Antes de eu o sentir, me pôs a minha alma nos carros do meu nobre povo.
Volta, volta, ó Sulamita, volta, volta, para que nós te vejamos. Por que olhais para a Sulamita como para as fileiras de dois exércitos?
Cânticos 6:1-13

Reflexão

A comparar com o verso 9 do capítulo anterior, as amigas não estavam de fato querendo encontrar o noivo para ela, mas tinham interesses próprios, mas a esposa, sábia, sabia exatamente onde ele estava e o que fazia no seu jardim e ela exclama que ela era dele e ele era dela. Ele apascenta nos jardins e apascenta entre os lírios.

Os olhares de amor do esposo passam a se encantar com a beleza da sua esposa e assim se deleita em cada detalhe dela. Já dizia Augusto Cury que a beleza está nos olhos de quem vê. Se ele vê beleza, quem sou eu para julgar o que ele vê? Assim, não existem mulheres nem homens feios quando o amor os envolve.

Cada um de nós tem a sua beleza própria e condizente com a sua época. As crianças são belas por serem crianças e não a compararemos com os adultos. Os jovens pela sua força e todo vigor. Os adultos e trabalhadores por seus músculos mais bem desenvolvidos e suas expressões mais fortes. Os velhos também possuem a sua beleza própria e cada um é belo em seu tempo.

Querer que o tempo pare e que as coisas não aconteçam nem se desenvolvam nem se amadureçam é pura infantilidade e falta de sabedoria e sinal de rebeldia diante de Deus e diante dos mais velhos e de toda a natureza. Em minha visão não há homens nem mulheres feios, mas pessoas cheias da graça de Deus que lhes permitiu mais um dia de vida.

O esposo e a esposa estavam em seu auge físico e ele apreciava cada detalhe dela e passa a contemplar e a dar vazão a sua imaginação e aos seus desejos. Cada detalhe dela o inebriava e  o inflamava. A sua esposa era a mulher mais formosa entre todas as mulheres.

Tirza –cidade com que ele começa a compará-la por sua formosura – ficava a cerca de 10km da nordeste de Siquém, situada numa área de grande beleza natural. Foi a capital do reino dividido do norte por aproximadamente cinquenta anos, após a morte de Salomão, e continuou a ser um lugar de intriga política até ser destruída no século 7 a.C. (I Re 14:17; 15:21; 16:8-18; II Re 15:14-16). A referência positiva à Tirza, aqui, especialmente no paralelismo com Jerusalém, sustenta a visão tradicional de que o Cantares originou-se durante à época de Salomão, antes da divisão dos reinos do norte e do sul. (ref. BEG).

Fonte: http://www.jamaisdesista.com.br/

Belíssima canção católica inspirada na livro bíblico de Cântico dos Cânticos ou Cantares. É um verdadeiro HINO AO AMOR Ágape.

Título Original: “Ma toute Belle” da banda Gen Rosso

Composição: Nino Mancuso

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