Salmo 146

Louvor a Deus, o Rei eterno

Louvai ao Senhor. Ó minha alma, louva ao Senhor.
Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto eu for vivo.
Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há salvação.
Sai-lhe o espírito, volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.
Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja esperança está posta no Senhor seu Deus.
O que fez os céus e a terra, o mar e tudo quanto há neles, e o que guarda a verdade para sempre;
O que faz justiça aos oprimidos, o que dá pão aos famintos. O Senhor solta os encarcerados.
O Senhor abre os olhos aos cegos; o Senhor levanta os abatidos; o Senhor ama os justos;
O Senhor guarda os estrangeiros; sustém o órfão e a viúva, mas transtorna o caminho dos ímpios.
O Senhor reinará eternamente; o teu Deus, ó Sião, de geração em geração. Louvai ao Senhor.
Salmos 146:1-10

146.1-4 enquanto eu viver. Minha vida está ligada ao cântico que louva o contínuo crescimento que Deus produz em minha alma. Isso é algo totalmente diferente da minha relação com pessoas importantes (como os príncipes), que me deixam e logo desaparecem no pó da terra (a não vida).
146.4-9 Quando eles morrem… todos os seus planos se acabam. Que especial alerta o salmista nos traz: somos pó e ao pó retornaremos. Como poderíamos manter compromissos imortais? Essa é sem dúvida a maior dor dos enlutados: não há espaço de aceitação interna, existencial à perda de um ente amado — como ele/a nos deixou? Abre-se uma profunda ferida na alma dos que sofrem uma perda humana: como seguir vivendo sem aquele ou aquela a quem tanto amamos? Fazemos planos, poupanças, investimentos econômicos e afetivos num futuro, confiando em nossa infalibilidade e na do outro e aí constatamos que tudo isso é precário, pois não fazemos a menor ideia sobre nosso amanhã. O que nos restará então? O salmista mais uma vez nos auxilia: “O Senhor levanta os que caem e ama aqueles que o obedecem. O SENHOR protege os estrangeiros… ajuda as viúvas e os órfãos…” (vs. 8-9). Então, mesmo vivendo a dura realidade de separações, como a perda de cônjuges, amigos, familiares e mesmo de vínculos pátrios, ele nos protegerá. Poderemos seguir a cada manhã, esperançados pela verdade eterna de que “Ele cura os que têm o coração partido e trata dos seus ferimentos” (Sl 147.3). Que ele então nos trate e cure em nossas humanas manobras de ansiedade e de querer a tudo e a todos controlar!
146.5-10 feliz aquele que recebe ajuda. Neste “aumento” amoroso, contínuo e infinito de meu Senhor, ele cria, guarda, faz justiça, alimenta aos famintos, liberta os cativos, levanta os caídos, sustenta os órfãos e as viúvas. Como conseguiremos cantar “os aleluias” com melodias cada vez mais belas?

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