Salmo 142

 Oração pedindo ajuda

Poesia de Davi. Oração que ele fez quando estava na caverna.

Com a minha voz clamei ao SENHOR; com a minha voz supliquei ao SENHOR.
Derramei a minha queixa perante a sua face; expus-lhe a minha angústia.
Quando o meu espírito estava angustiado em mim, então conheceste a minha vereda. No caminho em que eu andava, esconderam-me um laço.
Olhei para a minha direita, e vi; mas não havia quem me conhecesse. Refúgio me faltou; ninguém cuidou da minha alma.
A ti, ó Senhor, clamei; eu disse: Tu és o meu refúgio, e a minha porção na terra dos viventes.
Atende ao meu clamor; porque estou muito abatido. Livra-me dos meus perseguidores; porque são mais fortes do que eu.
Tira a minha alma da prisão, para que louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me fizeste bem.
Salmos 142:1-7
142.1-7 oração que ele fez quando estava na caverna (possivelmente 1Sm 22.1-2 ou 1Sm 24.3; veja também Sl 57). Davi estava no interior escuro de uma caverna. Sentia que os seus inimigos queriam matá-lo. Ele se sente abandonado e só. Em desespero, ele grita esta oração. Levo a ele todas as minhas queixas. Ele expõe seu medo, seu pânico, solidão e angústia, e conta a Deus exatamente como se sente. Assim como Davi, podemos passar por situações que nos fragilizam, enfraquecem e atemorizam. Procuramos em volta por um amigo ou uma saída, mas não conseguimos ajuda: estamos no fundo de uma caverna, que também poderia ser uma Depressão. É exatamente em meio a este desespero que podemos clamar a Deus e expor como nos sentimos. Podemos dizer do nosso pavor, da nossa solidão, da nossa prisão interior. Davi confessa: estou caindo no desespero! Não tenho ninguém que se importe, que me ajude, que cuide de mim! Não vemos qualquer indício de luz nesta noite escura da alma, e muitas vezes a realidade da depressão e da angústia fala agudamente a nós mesmos. Nunca imaginamos que isso iria acontecer conosco! Afinal, não somos filhos e filhas de Deus? Veja o quadro “Depressão” (Sl 42).
142.4 não há ninguém que cuide de mim. Às vezes podemos nos sentir vulneráveis e desamparados, à mercê de forças das quais não conseguimos nos defender. Nesses momentos, parece que Deus está distante e indiferente à nossa sorte. Mas podemos gravar firmemente em nossos corações que o Pai nos fez uma promessa segura: “Eu nunca os deixarei e jamais os abandonarei” (Hb 13.5). Assim, por mais que nos sintamos desamparados, podemos estar absolutamente certos de que isso é apenas uma ilusão e que, na realidade, estamos sempre cercados pelo amor e pelo poder de um Deus que nos ama incondicionalmente.
142.7 Livra-me do sofrimento e eu te louvarei. Davi se dá conta, ao fazer sua oração forte e tempestuosa, que Deus pode tudo. Ele sabe que só Deus é nossa esperança, nossa salvação em tempos de angústia. Do fundo da caverna, Deus nos tira e nos coloca junto de pessoas que são “seu povo”, do qual fazemos parte. Irmãos e irmãs que nos abençoam com sua presença, que nos enlaçam e nos mostram a nossa pertença. Deus mesmo nos hidrata, com as chuvas de bênçãos, que penetram o solo endurecido do nosso coração. Ele mesmo nos rega, e faz florescer a semente que estava escondida ali: a nossa fé! Então podemos reconhecer, para nós e para o povo reunido: Deus é bom! Veja também o quadro “Meditando nos Salmos” (Sl 3).

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