Belíssimo Esposo

Beijo a Tua paixão que me liberta das minhas paixões
Beijo a Tua cruz que condena e esmaga o pecado em mim
Beijo Teus cravos, Tuas mãos que apagam o castigo do mal
Beijo Tua ferida que curou a ferida do meu coração
Eu Te beijo Senhor e a tua paixão é o meu tudo!
És meu tudo, Jesus
Amado de minh’alma

Oh, belíssimo esposo!
Mais belo que todos os homens!
Santo, Santo és Tu!
Belíssimo esposo!
Esconde-me em Teu lado aberto!
Em Tua chaga de amor, de amor!

Beijo a lança que abriu
A fonte do amor imortal
A fonte do amor sem fim
Que pagou o que eu não poderia pagar
Beijo o Teu lado aberto
Jorrando rios de vida e de paz
Fazendo brotar em mim
Um canto novo, um hino esponsal
Beijo Tuas vestes
Que esconderam minhas misérias
Vergonha não há
Me adornas com amor!

Oh, belíssimo esposo!
Mais belo que todos os homens!
Santo, Santo és Tu!
Belíssimo esposo!
Esconde-me em Teu lado aberto!
Em Tua chaga de amor, de amor!

Beijo os lençóis que envolveram
O Teu corpo ferido de amor
E cobriram meu coração
Revestiram-me de realeza
Beijo o Teu Santo Sepulcro
Testemunha da ressurreição
Quero ressuscitar também
E encerrar-me dentro de Ti
Quero em Ti mergulhar
E então renascer na
Tua chaga criadora
Descansar a minh’alma
Em Teu coração!

Oh, belíssimo esposo!
Mais belo que todos os homens!
Santo, santo és Tu!
Belíssimo esposo!
Esconde-me em Teu lado aberto!
Em Tua chaga de amor, de amor!

Composição: Oração de Jorge de Nicomedia, monge bizantino que viveu no séc. IX, na atual Turquia· Esse não é o compositor? Nos avise.

One thought on “Belíssimo Esposo”

  1. Maria ao pé da Cruz
    Jorge de Nicomedia – (séc. IX)

    Beijo a tua paixão,
    com a qual fui libertado das minhas más paixões.

    Beijo a tua Cruz,
    com a qual condenaste o meu pecado
    e me libertaste da condenação à morte.

    Beijo aqueles cravos,
    com que removeste o castigo da maldição.

    Beijo as feridas dos teus membros,
    com que foram curadas as feridas da minha rebelião.

    Beijo a cana com que assinaste o atestado da minha libertação
    e com que feriste a cabeça arrogante do dragão.
    Beijo a esponja encostada aos teus lábios incontaminados,
    com que a amargura da transgressão
    me foi transformada em doçura.

    Tivesse podido eu degustar aquele fel,
    que dulcíssimo alimento não teria sido!

    Tivesse podido eu tomar o vinagre,
    que bebida agradável!

    Aquela coroa de espinhos
    teria sido para mim um diadema régio.

    Aquelas cusparadas
    me teriam ornado como esplêndidas pérolas.

    Aquelas zombarias
    me teriam ornado como sinal de profundo obséquio.

    Aquelas bofetadas
    me teriam glorificado como o prestígio mais alto.

    Eu te beijo, Senhor,
    e a tua paixão é o meu orgulho.

    Beijo a lança que dilacerou o documento da minha dívida
    e abriu a fonte da imortalidade.

    Beijo o teu lado do qual jorraram os rios da vida
    e brotou para mim o rio perene da imortalidade.

    Beijo a tua mortalha com que me adornaste
    tirando-me minhas vestes vergonhosas.

    Beijo o preciosíssimo sudário de que te revestiste
    para envolver-me na veste dos teus filhos adotivos.

    Beijo o túmulo
    no qual inauguraste o mistério da minha ressurreição
    e me precedeste pela estrada que sai do Hades.

    Beijo aquela pedra
    com a qual me tiraste o peso do medo da morte. Voltar ao Topo (Índice)

    Texto grego in PG 100, 1488-1489. Trad. ir. in W. AA., Testi mariani demillennio,
    vol. lI, Città Nuova, Roma, 1989, p. 763.
    Fonte: GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo. Ed. Paulus 1997

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